Economia Colaborativa: Saiba por que prestar atenção nela

Empreendedorismo

Uma nova forma de fazer negócios que desafia os padrões tradicionais e já movimenta mais de US$ 110 bilhões em todo o mundo – de Seul à Nova Iorque. Esta é a chamada ‘economia colaborativa’ (ou economia compartilhada).
Agora que o parágrafo acima chamou sua atenção e despertou seu interesse, vamos entender melhor esse novo modelo de negócios e como ele vem conquistando cada vez mais adeptos ao redor do mundo.
Na economia colaborativa, construída em torno do compartilhamento de recursos humanos e físicos, os consumidores são vistos como vencedores, e corporações monopolistas e governos obsoletos como perdedores. O modelo da economia colaborativa é um capitalismo que se afasta um pouco da propriedade privada e dá um passo rumo ao acesso compartilhado. Uma combinação de busca de valor, conveniência, gratificação instantânea, controle de qualidade, menos volume e mais experiências originais está afastando os consumidores das marcas e aproximando-os uns dos outros.
Um exemplo de economia colaborativa pode ser visto em Seul, a capital coreana, onde a prefeitura disponibilizou 500 carros elétricos espalhados em centenas de estações pela cidade. As reservas dos carros são feitas online, e o cidadão paga o equivalente a R$ 20 por hora de uso do carro. O serviço já atraiu mais 12 mil usuários, e serve para aliviar o uso de outros transportes públicos.
Entretanto, a comemoração dos benefícios crescentes da economia colaborativa, às vezes mascara algumas deficiências. Os investidores de risco e empresários que estão por trás de empresas de economia colaborativas são, talvez, mais ‘vencedores’ do que os próprios consumidores, obtendo um lucro significativo ao incentivar a frugalidade. A receita não tributada de empresas como a Uber e AirBnB, que já aderiram a esse modelo de negócios, cria um déficit nos orçamentos das cidades onde se estabeleceram, impedindo que os recursos cheguem a quem precisa. Em alguns casos, a economia colaborativa parece não ser para aqueles que justamente podem se beneficiar dela, como cidadãos e bairros economicamente desfavorecidos. Em vez disso, ela mira jovens em ascensão, com renda alta, que buscam apenas a conveniência.
A economia colaborativa distribui os recursos entre aqueles que já o possuem, assim como qualquer outra empresa. Isso não a torna menos ameaçadora para algumas marcas.
Eu acho que algumas empresas estão desesperadas tentando entender o que funciona para atrair consumidores atualmente”, diz James Cooper, chefe criativo da agência Betaworks. “Elas sabem que os métodos tradicionais não funcionam mais, então fazem algo colaborativo como um dos métodos para atrair novos clientes. Não estou certo se elas acreditam que isso vai funcionar, mas elas precisam tentar algo novo”, diz Cooper.
A economia compartilhada pode fazer com que marcas já estabelecidas reavaliem seu principal modelo de negócios, ou ofereçam um novo tipo de serviços. Para alguns especialistas de mercado, não se trata de uma questão de escolha, mas de um truque de marketing, onde as empresas se questionam sobre o valor que podem oferecer como marca. É um valor diferente.
Startups de economia colaborativa têm uma corrente de valores que otimiza o mercado. O Uber (ou Zaznu no Brasil), um app que permite aos usuários oferecerem caronas entre os membros cadastrados, criou um sistema flexível de incentivos para os motoristas que gerou muitos comentários, e também resolveu efetivamente o problema de demanda de táxis.
Não há nenhum motivo pelo qual grandes marcas e multinacionais não possam aderir à economia colaborativa. Não é um mercado exclusivo de pequenas empresas – apesar destas conseguirem ter melhores resultados. A questão é que o serviço oferecido deve resolver algum problema dos clientes. E isso exige, às vezes, uma mudança de mentalidade corporativa: Não é o consumidor que precisa do serviço, mas sim qual benefício esse serviço agrega à vida do consumidor.
Empresas que implementarem esse tipo de pensamento não têm o que temer na economia colaborativa. Elas já estão de acordo com os princípios de generosidade, transparência e sustentabilidade.
A economia colaborativa não é um mercado para aventureiros. Ela é um solo fértil para empresas que realmente querem o melhor para os seus clientes.
Falaremos mais sobre economia colaborativa nos próximos posts, fique ligado.

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